Ela tinha um sorriso doce e meigo, estava a tentar pedir uma bebida numa dessas barracas da queima, olhou para ele com curiosidade, era simplesmente mais um jovem aos berros que queria um fino, um entre tantos outros mas aquele chamou-lhe a atenção. Tinha um cabelo negro, um sinal junto ao lábio, alto e magro, ele olhou para ela com desprezo, era apenas mais uma miúda que por ali andava e o que ele queria era o fino.
Ela já com um pouco de alcool no sangue, virou-se para ele com a sua doce voz "Olá, vais-me pagar um shot?", ele secamente respondeu "Claro que não.", ela ficou admirada nunca nenhum rapaz a tinha desprezado daquela forma vil, "Porquê? Não aguentas?", ele "Não, simplesmente não o quero beber contigo, só quero um fino.".
Esta foi a resposta que gerou o caos, nenhum rapaz a tinha descartado desta forma. Virou-se para ele com ar revoltado "Olha que há muitos que queriam que eu dissesse isso!", ele "ainda bem para ti", foi nessa altura que recebeu o fino, e voltou a olhar para aquela menina com cara de má, pediu então mais dois shots, tinha começado a achar piada a aquela rapariga pequenina e espevitada que por ali andava, ela conquistou-o com aquele ar de revoltada.
Resolveu meter conversa com ela "Como é que te deixaram entrar aqui? és tão pequena..."
Ela sorriu, finalmente chamou a atenção dele, mas continuou a fingir que estava muito ofendida, continuaram a conversar, o que é que faziam, coisas mundanas que todos gostam, shot atrás de shot foram bebendo e conversando. Até que um ser gordo a resolveu apalpar no meu da multidão.
Ela virou-se para trás e deu-lhe um estalo, "Ai assim é que eu gosto delas, ariscas como as gatas!" regurgitou aquele ser e começou a puxa-la para si e ela debatia-se para sair dali, mas ela era pequena não se conseguia livrar dele. O rapaz do cabelo negro não tem mais nada, espeta um murro no focinho do gordo, ele tomba para o lado, os amigos vêm a correr e gera-se uma enorme confusão, todos aos murros e pontapés nem se sabe bem quem estava do lado de quem, entretanto surgem os seguranças que foram separa-los.
As amigas dela arrastaram-na dali, ela fugiu-lhes e correu até ele, despediram-se com um abraço e ele deu-lhe um beijo de fugida na testa, isto em pequenos segundos, entre socos e empurrões. As amigas voltaram e arrastaram-na dali.
Tinham gostado um do outros mas esqueceram-se de perguntar o nome e de trocar os números. Como é que se iriam voltar a encontrar?
(continua....)

13 devaneios:
Ooooh que lindo!
Quero saber!
Beijos :)*
Hei.. não se faz isto a ninguém!
deixar assim uma história a meio..
fico a espera do resto :)
Nos dias seguintes da queima... na mesma barraquinha!!!eheheh
Se se encontraram no primeiro dia de queima e se o "click" aconteceu então estou como diz a branca...ainda há uma festa pela frente :P
Quero saber....!!!
Cátia;
Irás saber nos próximos episódios.
Mlady:
Eu às vezes escrevo histórias e publico-as assim aos pedaços.
Branca:
desde quando é que as minhas histórias são assim tão simples? :p
trengo:
ahahah verás se assim é.
teresa:
hoje deve sair a segunda parte. ;)
Ai, se os meus "Enterro da Gata" e as minhas "Queima das Fitas" falassem... ;)
Estou desejoso de continuar a ler a história... Fiquei curioso Loira! **
Pronúncia:
Essas coisas não se falam, vivem-se na altura e depois ficam como doces memórias. ;)
Já somos duas com muitas histórias da queima para contar.eheh
Pestinha:
Já está publicado! :p
Há romance no ENTERRO? Isso é impossível! Não acredito.
Abraço,
LDS
Lds:
É possível, acredita!
Dona loira sabe destas coisas da vida. :)
É porque o homem em questão não era o Jake, se fosse nenhuma mulher o deixava escapar sem lhe sacar o número de telemóvel:D
AUFDERMAUR:
Ai se o Jake andasse na queima, tinha fila de espera para dar o número! :D
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