Sábado, 20 de Setembro de 2008

Dama e o Vagabundo

Olhou para o espelho, pôs o perfume nos locais habituais, colocou os brincos e sorriu. Entrou na magnífica sala decorada com talha dourada e veludo encarnado, olhou para o esplendoroso candeeiro de tecto, enorme, imponente e sentiu que ia ser uma grande noite. Fez o espectáculo da vida dela, dançou como nunca antes, moveu-se com sensibilidade e bom senso com diz o livro. Terminou com uma ovação em pé e sentiu-se feliz mas faltava lhe algo... o vagabundo dela, a verdadeira antítese à sua vida.

Ele estava na rua com os amigos, de cerveja na mão a olhar para uma míuda que estava a passar, encontrava-se numa dessas festas populares que o povo se diverte por beber, comer e ouvir música brejeira, os movimentos apertados, os empurrões, o cheiro a sardinha assada inundam as ruas. As calças de ganga sujas de tanto trabalho na vindima, o seu fio de ouro ao pescoço e uma camisa aos quadrados ilustram esta personagem, nesse momento ele pensa será que ela vem para aqui...
De repente, sente um perfume delicado e um sussuro ao ouvido: Olá vagabundo...


Será que duas pessoas de mundos diferentes conseguem ter uma relação longa e estável? As diferenças são conciliadoras ou acabam por criar um fosso enorme entre o casal em que nenhuma ponte consegue chegar?

2 devaneios:

o rapaz da laranja disse...

talvez tudo dependa da vontade de caminhar na direcção do outro... e depois é deixar o encontro ir acontecendo algures a meio, ou mais ao lado... ou onde calhar... desde que valha a pena!
mas que sei eu disso... sou apenas um rapaz
;)

bom blog, bom!

Loira disse...

o rapaz da laranja:
Apenas um rapaz com ideias interessantes! ;)

Obrigada, bem-vindo aos devaneios e volta sempre! :)